Barragem de rejeitos é uma estrutura crítica na mineração brasileira – entenda como funciona, quais os riscos envolvidos e as melhores práticas de segurança, monitoramento e contenção de rejeitos.
Índice
- O Que É uma Barragem de Rejeitos?
- Riscos Geotécnicos e Segurança Estrutural
- Métodos de Construção e Tecnologias de Contenção
- Monitoramento, Regulamentação e Boas Práticas
- Perguntas Frequentes
- Comparação de Métodos de Construção
- AMIX Systems: Soluções para Mineração e Contenção
- Dicas Práticas para Gestão de Barragens
- Considerações Finais
- Referências
Resumo do Artigo
Barragem de rejeitos é uma estrutura de contenção projetada para armazenar resíduos sólidos e líquidos gerados no beneficiamento de minérios. Essas estruturas exigem projeto geotécnico rigoroso, monitoramento contínuo e sistemas de injeção de grout confiáveis para garantir a estabilidade e a segurança ambiental a longo prazo.
Barragem de Rejeitos em Contexto
- 769 barragens de rejeitos de mineração cadastradas no Brasil (Agência Nacional de Mineração, 2019)[1]
- 45,6% das barragens de rejeitos estão localizadas em Minas Gerais (Agência Nacional de Mineração, 2019)[1]
- 74,2% das barragens brasileiras são classificadas como de pequeno porte em relação ao volume (Agência Nacional de Mineração, 2019)[1]
- Mais de 700 áreas potencialmente afetadas por rompimentos identificadas no Mapa da Lama (Repórter Brasil, 2024)[2]
O Que É uma Barragem de Rejeitos?
Barragem de rejeitos é uma estrutura de contenção especificamente construída para acumular os resíduos do processamento mineral, separando sólidos de líquidos e impedindo a dispersão de materiais potencialmente contaminantes no meio ambiente. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), “barragens de mineração são estruturas projetadas para a contenção e acumulação de substâncias líquidas ou de mistura de líquidos e sólidos, provenientes dos processos para beneficiamento de minérios. São comumente construídas com aterro ou com os próprios rejeitos produzidos pelas atividades das minas” (Agência Nacional de Mineração, 2026)[3]. A AMIX Systems, especializada em sistemas automatizados de mistura de grout para mineração e construção civil pesada, reconhece que a integridade dessas estruturas depende diretamente da qualidade dos materiais e técnicas de injeção utilizados na sua fundação e reforço.
Diferentemente das barragens hídricas convencionais, as estruturas de contenção de rejeitos acumulam polpa mineral – uma mistura de partículas sólidas finas e água – resultante das operações de concentração e beneficiamento. Essa polpa inclui resíduos de minério de ferro, bauxita, fosfato, ouro e outros materiais, dependendo da operação mineradora. O gerenciamento adequado dessa estrutura de armazenamento de rejeitos envolve controle da lâmina d’água, do nível de segurança do talude e da drenagem interna.
No Brasil, o setor minerador opera sob vigilância crescente após episódios de ruptura de barragem que causaram impactos socioambientais severos. O entendimento técnico sobre os mecanismos de falha, os métodos construtivos disponíveis e as tecnologias de impermeabilização e reforço geotécnico tornou-se indispensável para engenheiros, contratantes e gestores de projeto. Nas próximas seções, abordamos os principais riscos geotécnicos, os métodos de construção e as melhores práticas regulatórias e operacionais para garantir a segurança estrutural de barragens de rejeitos.
Riscos Geotécnicos e Segurança Estrutural em Barragem de Rejeitos
A segurança geotécnica de uma barragem de rejeitos é determinada por um conjunto de fatores interdependentes que vão desde a qualidade do solo de fundação até a resistência dos materiais utilizados no aterro e nos sistemas de drenagem interna. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais destacam que “dadas as recentes tragédias envolvendo grandes estruturas de armazenamento de rejeitos de mineração, o estudo dessas têm se tornado cada vez mais importante para a compreensão do comportamento geotécnico e da segurança estrutural” (Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, 2021)[4]. Esse reconhecimento impulsionou o desenvolvimento de novas técnicas de análise de risco e protocolos de monitoramento estrutural.
Entre os principais mecanismos de falha identificados pela literatura geotécnica estão a liquefação de rejeitos, a erosão interna (piping), o galgamento por cheias extremas e a instabilidade de talude por saturação excessiva. A liquefação ocorre quando rejeitos saturados perdem subitamente a resistência ao cisalhamento, transformando-se em massa fluida. Já o piping representa a migração progressiva de partículas finas através do corpo da barragem, gerando caminhos preferenciais de fluxo que comprometem a impermeabilidade da estrutura de contenção mineral.
O rompimento de uma barragem vai muito além da falha estrutural em si. O Instituto Humanitas Unisinos afirma que “o rompimento de uma barragem requer o rearranjo abrupto de toda a dinâmica social, econômica e ambiental da região afetada. Seus efeitos vão além dos impactos imediatos, incluindo danos territoriais, sociais, econômicos e ambientais que se manifestam a médio e longo prazos” (Instituto Humanitas Unisinos, 2019)[5]. Entre 2001 e 2019, foram registrados 10 casos de rompimento de barragens no Brasil (Universidade Mackenzie, 2021)[6], evidenciando a recorrência do problema e a urgência de soluções técnicas mais sólidas.
A análise de risco geotécnico em barragens de rejeitos envolve a avaliação da categoria de risco e do dano potencial associado (DPA). Estruturas com alto DPA, situadas próximas a áreas habitadas ou cursos d’água, demandam inspeções mais frequentes, planos de ação emergencial (PAE) atualizados e tecnologias avançadas de vedação e reforço. A injeção de grout cimentício em fundações e taludes representa uma das principais ferramentas para corrigir defeitos geotécnicos detectados durante o monitoramento contínuo, seja por meio de cortinas de impermeabilização, seja por consolidação de zonas enfraquecidas.
Liquefação e Instabilidade de Talude
A liquefação de rejeitos é o modo de falha mais temido em barragens construídas pelo método de alteamento a montante, pois os rejeitos depositados formam o próprio corpo da barragem. Quando ocorre um evento sísmico, uma chuva intensa ou uma falha no sistema de drenagem, os rejeitos saturados perdem rapidamente a resistência ao cisalhamento. Técnicas de Colloidal Grout Mixers – Superior performance results permitem injetar grout de alta qualidade em zonas de risco, melhorando a coesão e a resistência do maciço.
Métodos de Construção e Tecnologias de Contenção de Rejeitos
Os métodos construtivos de uma barragem de rejeitos determinam diretamente o perfil de risco e as exigências de monitoramento ao longo de toda a vida útil da estrutura. Existem três métodos principais de alteamento utilizados no Brasil e no mundo: a montante, a jusante e a linha de centro, cada um com características geotécnicas, custos e limitações distintas. A escolha do método correto depende do tipo de rejeito, do volume a ser depositado, da topografia local e das exigências regulatórias aplicáveis.
O método de alteamento a montante é o mais utilizado historicamente por ser o mais econômico e de execução mais simples. Nele, o dique inicial é erguido e os alteamentos sucessivos são feitos sobre os próprios rejeitos depositados na praia de rejeitos, avançando em direção ao reservatório. Embora reduza custos construtivos, esse método apresenta maior vulnerabilidade à liquefação, razão pela qual sua utilização foi proibida no Brasil após os rompimentos de Mariana e Brumadinho. O método a jusante, por outro lado, avança em direção oposta ao reservatório, utilizando material de aterro compactado, o que proporciona maior estabilidade estrutural e permite a instalação de sistemas de drenagem interna mais eficientes.
O método de linha de centro representa uma solução intermediária, combinando características dos dois métodos anteriores. Nele, o alteamento é feito verticalmente sobre o eixo do dique inicial, com material de aterro compactado tanto a montante quanto a jusante. Esse método oferece boa estabilidade geotécnica e é mais econômico que o método a jusante puro. Para qualquer um desses métodos, a qualidade da injeção de grout nas fundações e nas interfaces geológicas críticas é fundamental para garantir a impermeabilidade e a integridade estrutural da barragem de contenção de rejeitos.
Tecnologias modernas de mistura e injeção de grout, como as oferecidas por fabricantes especializados, permitem produzir misturas cimentícias de alta estabilidade com baixo índice de sangria (bleed), fundamentais para aplicações de cortina de impermeabilização e consolidação de fundações em barragens. Sistemas automatizados com misturadores coloidais de alto cisalhamento garantem consistência de dosagem e qualidade superior da mistura, reduzindo o risco de defeitos de execução que comprometem a segurança da estrutura. A Typhoon Series – The Perfect Storm exemplifica esse tipo de solução modular e confiável para projetos de mineração e contenção.
Sistemas de Impermeabilização e Injeção de Grout
A cortina de impermeabilização por injeção de grout é uma das técnicas mais eficazes para reduzir a percolação de água através da fundação e do corpo de barragens de rejeitos. O processo envolve a perfuração de furos ao longo do eixo da estrutura e a injeção sob pressão controlada de calda de cimento – ou misturas cimento-bentonita – para preencher fraturas, vazios e zonas de alta permeabilidade. A qualidade da calda injetada define diretamente a eficácia do tratamento: misturas produzidas com misturadores coloidais apresentam maior penetrabilidade em fraturas finas e maior durabilidade a longo prazo, comparadas às caldas produzidas com misturadores convencionais de pás. Para aplicações de alta demanda, equipamentos como os disponíveis na Complete Mill Pumps garantem vazão e pressão adequadas para operações contínuas.
Monitoramento, Regulamentação e Boas Práticas em Barragens de Rejeitos
O monitoramento contínuo de uma barragem de rejeitos é a principal ferramenta para a detecção precoce de anomalias que indiquem risco de rompimento ou deterioração estrutural. No Brasil, a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), estabelecida pela Lei 12.334/2010 e atualizada pela Lei 14.066/2020, define obrigações específicas para empreendedores, órgãos fiscalizadores e autoridades de proteção civil. A Agência Nacional de Mineração (ANM) é o principal órgão regulador para barragens de rejeitos de mineração, enquanto a Agência Nacional de Águas (ANA) supervisiona barragens de outros usos.
A classificação das barragens por categoria de risco (CR) e dano potencial associado (DPA) é determinante para a frequência e o escopo das inspeções obrigatórias. A Agência Nacional de Águas afirma que “a classificação de barragens por agentes fiscalizadores inclui categorias de risco e dano potencial associado, sendo importante para a avaliação da segurança estrutural e do impacto ambiental potencial de cada estrutura” (Agência Nacional de Águas, 2017)[6]. Barragens classificadas com alto risco e alto DPA são submetidas a inspeções regulares de segurança (IRS) trimestrais e revisões periódicas de segurança (RPS) a cada cinco anos.
As ferramentas de monitoramento geotécnico incluem piezômetros para medição de poro-pressão, inclinômetros para detecção de deslocamentos internos, marcos superficiais para monitoramento de recalques e extensômetros para medição de deformações no maciço. Dados coletados por sensores automatizados são transmitidos em tempo real para centros de controle, permitindo identificar tendências preocupantes antes que se tornem emergências. O Repórter Brasil alerta que “o Mapa da Lama revela as mais de 700 áreas que podem ser soterradas pelo rompimento de barragens de mineração, com manchas em vermelho mostrando os locais que podem ser atingidos em menos de 30 minutos” (Repórter Brasil, 2024)[2], reforçando a importância do Plano de Ação Emergencial (PAE) e dos sistemas de alerta.
Além do monitoramento instrumental, inspeções visuais regulares por técnicos habilitados são insubstituíveis para a identificação de manifestações como surgências, erosões superficiais, trincas e recalques diferenciais. A integração entre dados instrumentais e observações de campo permite uma avaliação geotécnica abrangente e fundamentada, base para decisões de manutenção, reforço ou descomissionamento seguro da barragem de contenção de rejeitos. Os sistemas de injeção de grout também desempenham papel importante nas intervenções corretivas, permitindo o reforço de zonas enfraquecidas identificadas pelo monitoramento sem necessidade de interrupção total das operações. A Cyclone Series – The Perfect Storm é especialmente indicada para aplicações de médio a alto volume em projetos de mineração e barragens.
O Que as Pessoas Perguntam
Qual é a diferença entre barragem de rejeitos e barragem de água?
Uma barragem de rejeitos é projetada especificamente para conter resíduos sólidos e líquidos gerados no beneficiamento de minérios – a polpa mineral – enquanto uma barragem de água convencional armazena exclusivamente recursos hídricos para abastecimento, irrigação ou geração de energia. As diferenças vão além da finalidade: as barragens de rejeitos acumulam materiais com características geotécnicas variáveis e potencialmente instáveis, como partículas finas saturadas sujeitas à liquefação. Isso exige projetos específicos de drenagem interna, controle do nível da lâmina d’água, sistemas de impermeabilização adequados ao tipo de rejeito e monitoramento geotécnico mais intensivo. O risco ambiental associado ao rompimento de uma barragem de rejeitos mineral também é significativamente maior, dado o potencial de contaminação de rios, solos e lençóis freáticos com metais pesados e outros poluentes presentes nos resíduos minerais. Por isso, as exigências regulatórias e técnicas para essas estruturas são mais rigorosas do que as aplicáveis às barragens hídricas convencionais.
Quais são os métodos de alteamento de barragens de rejeitos mais seguros?
O método de alteamento a jusante é considerado o mais seguro entre os três métodos convencionais, pois constrói os alteamentos sucessivos em direção oposta ao reservatório, utilizando material de aterro compactado e possibilitando a instalação de sistemas de drenagem interna eficientes em todas as etapas construtivas. Isso minimiza o risco de liquefação dos rejeitos e de erosão interna. O método de linha de centro oferece segurança intermediária e menor custo em comparação ao método a jusante. O método de alteamento a montante, historicamente o mais utilizado por ser o mais econômico, apresenta os maiores riscos geotécnicos e foi proibido no Brasil pela Lei 14.066/2020 após os desastres de Mariana (2015) e Brumadinho (2019). Além do método construtivo, fatores como a qualidade do grout de vedação da fundação, a eficiência do sistema de drenagem e a frequência do monitoramento geotécnico são determinantes para a segurança operacional ao longo de toda a vida útil da estrutura de contenção de rejeitos.
Como funciona a injeção de grout em barragens de rejeitos?
A injeção de grout em barragens de rejeitos é um processo de melhoria geotécnica que consiste na perfuração de furos estratégicos ao longo do eixo ou da fundação da estrutura e na injeção sob pressão controlada de calda cimentícia – ou misturas cimento-bentonita – para preencher fraturas, vazios e zonas de alta permeabilidade. O processo começa com a execução de um programa de investigação geotécnica para identificar as zonas-alvo de tratamento. Em seguida, as caldas são preparadas em plantas de mistura automatizadas que garantem consistência de dosagem, baixo índice de sangria e boa penetrabilidade. Misturadores coloidais de alto cisalhamento produzem partículas de cimento melhor dispersas, o que aumenta a penetração da calda em fraturas finas e melhora a durabilidade do tratamento. O controle de pressão e volume injetado em cada furo é registrado continuamente, permitindo ajustes em tempo real e documentação do processo para fins de controle de qualidade. O resultado é uma cortina de impermeabilização contínua ou a consolidação de zonas enfraquecidas que contribuem para a estabilidade estrutural a longo prazo.
Quais equipamentos são necessários para operações de grout em barragens?
As operações de injeção de grout em barragens de rejeitos requerem um conjunto integrado de equipamentos que garanta produção contínua, qualidade consistente e controle preciso do processo. Os componentes principais incluem: plantas automatizadas de mistura de grout com misturadores coloidais de alto cisalhamento para produção de caldas estáveis e com baixo índice de sangria; bombas de injeção – peristálticas ou de pistão – com controle de pressão e vazão; tanques agitadores para manter a homogeneidade da calda entre a mistura e a injeção; sistemas de silo e alimentação para cimento a granel; e registradores de dados para controle de qualidade do processo de injeção. Para projetos de maior escala, plantas modulares containerizadas ou montadas em skid facilitam o transporte até locais remotos e a rápida entrada em operação. A capacidade de produção deve ser dimensionada para atender à demanda simultânea de múltiplas frentes de injeção, especialmente em programas de tratamento extensivos. Equipamentos com projeto de limpeza automática reduzem o tempo de inatividade entre operações e minimizam o desperdício de materiais em campo.
Comparação de Métodos de Alteamento de Barragens de Rejeitos
A seleção do método construtivo adequado para uma barragem de rejeitos é uma das decisões geotécnicas mais críticas de qualquer projeto de mineração. A tabela a seguir compara os três principais métodos de alteamento em relação a fatores-chave que influenciam a segurança, o custo e a viabilidade regulatória no contexto brasileiro.
| Método | Segurança Geotécnica | Custo Relativo | Risco de Liquefação | Status Regulatório no Brasil | Necessidade de Injeção de Grout na Fundação |
|---|---|---|---|---|---|
| Alteamento a Montante | Baixa | Menor | Alto | Proibido (Lei 14.066/2020) | Alta – fundações críticas exigem tratamento |
| Linha de Centro | Moderada | Intermediário | Moderado | Permitido com restrições | Moderada – recomendado para zonas fraturadas |
| Alteamento a Jusante | Alta | Maior | Baixo | Permitido – preferencial | Padrão – parte do projeto de fundação[6] |
| Filtrado / Pasta Seca | Muito Alta | Mais elevado | Muito Baixo | Incentivado pela regulação | Moderada – fundações em rocha exigem consolidação |
AMIX Systems: Equipamentos para Mineração e Barragens de Rejeitos
A AMIX Systems projeta e fabrica plantas automatizadas de mistura de grout, sistemas de batelada e equipamentos de bombeamento especificamente desenvolvidos para as exigências de mineração, tunelamento e construção civil pesada. Para projetos que envolvem barragem de rejeitos – desde o tratamento de fundações até programas de impermeabilização em estruturas existentes – a AMIX oferece soluções completas e escaláveis que garantem qualidade consistente de calda e confiabilidade operacional em condições adversas.
Nossa tecnologia de mistura coloidal de alto cisalhamento produz caldas cimentícias com excelente dispersão de partículas e baixo índice de sangria, características fundamentais para a penetração efetiva em fraturas finas e para a durabilidade dos tratamentos geotécnicos em barragens. As plantas da AGP-Paddle Mixer – The Perfect Storm são projetadas com configurações limpas e simples, com menos partes móveis, o que maximiza o tempo operacional e reduz as exigências de manutenção em campo.
Para projetos de mineração com necessidade de bombeamento de polpa mineral e caldas abrasivas, nossas Peristaltic Pumps – Handles aggressive, high viscosity, and high density products oferecem metering de alta precisão (±1%) e operação confiável sem necessidade de vedações mecânicas em contato com o produto. Para locais remotos ou projetos com duração definida, o Typhoon AGP Rental – Advanced grout-mixing and pumping systems for cement grouting, jet grouting, soil mixing, and micro-tunnelling applications. Containerized or skid-mounted with automated self-cleaning capabilities. disponibiliza equipamento de alto desempenho sem investimento de capital.
“O sistema AMIX Cyclone Series superou nossas expectativas tanto em qualidade de mistura quanto em confiabilidade. O sistema operou continuamente em condições extremamente desafiadoras, e a capacidade de resposta da equipe de suporte quando precisávamos de ajustes foi impressionante. O design modular da planta facilitou o transporte até nosso local remoto e a configuração rápida.” – Senior Project Manager, Major Canadian Mining Company
Entre em contato com nossa equipe técnica pelo e-mail sales@amixsystems.com ou pelo telefone +1 (604) 746-0555 para discutir as necessidades específicas do seu projeto de mineração ou barragem. Você também pode usar nosso formulário de contato para solicitar uma consulta técnica.
Dicas Práticas para Gestão e Segurança de Barragens de Rejeitos
A gestão eficaz de uma barragem de rejeitos vai além do cumprimento das obrigações regulatórias mínimas. As equipes técnicas responsáveis por essas estruturas devem adotar uma postura proativa, integrando monitoramento contínuo, manutenção preventiva e planejamento de contingência em todas as etapas do ciclo de vida da estrutura. A seguir, destacamos práticas fundamentais que contribuem para a redução do risco geotécnico e para a conformidade regulatória.
Priorize a qualidade da calda de grout nas intervenções corretivas. Quando o monitoramento geotécnico indica necessidade de tratamento por injeção, a qualidade da calda é tão importante quanto o projeto do programa de injeção. Use misturadores coloidais para garantir estabilidade da mistura, baixo bleed e boa penetrabilidade. Plantas automatizadas com controle de dosagem reduzem erros de proporcionamento e fornecem dados rastreáveis para o relatório de controle de qualidade.
Mantenha o plano de ação emergencial (PAE) atualizado e testado. O PAE deve ser revisado anualmente, comunicado às autoridades competentes e simulado com as comunidades potencialmente afetadas. Identifique rotas de evacuação, sistemas de alarme e responsabilidades de comunicação com clareza. A eficácia do PAE depende de seu conhecimento prático por todos os envolvidos, não apenas de sua existência documental.
Invista em automação e rastreabilidade dos dados de monitoramento. A coleta manual de dados instrumentais é susceptível a falhas humanas e atrasos na identificação de tendências preocupantes. Sistemas de telemetria automatizada que transmitem dados de piezômetros, inclinômetros e marcos superficiais em tempo real para plataformas de análise permitem detectar anomalias com antecedência suficiente para ações preventivas. A rastreabilidade dos dados também é exigência regulatória crescente no Brasil.
Considere o descomissionamento seguro desde a fase de projeto. O plano de desativação e reabilitação da área da barragem deve ser elaborado ainda na fase de licenciamento, com provisão financeira adequada – as garantias financeiras exigidas pela legislação brasileira. Barragens descomissionadas adequadamente, com revegetação, drenagem controlada e eventual injeção de grout para consolidação do maciço, representam menor risco ambiental e menor passivo para as empresas mineradoras.
Acompanhe as atualizações regulatórias da ANM. A legislação sobre segurança de barragens no Brasil evoluiu significativamente após os desastres de Mariana e Brumadinho, e continuará a evoluir. Mantenha sua equipe técnica atualizada sobre as normas da ANM, os prazos para descaracterização de estruturas a montante e as exigências de auditoria independente. Parcerias com fornecedores especializados em equipamentos de injeção e mistura ajudam a garantir conformidade técnica nas intervenções de reforço geotécnico. Siga a AMIX Systems no LinkedIn para atualizações sobre tecnologias de grout e boas práticas em mineração. Você também pode acompanhar publicações técnicas sobre equipamentos e soluções no X (Twitter) e interagir com nossa comunidade no Facebook.
Considerações Finais sobre Barragem de Rejeitos
A segurança de uma barragem de rejeitos depende da combinação de projeto geotécnico rigoroso, métodos construtivos adequados, monitoramento contínuo e intervenções técnicas de alta qualidade ao longo de toda a vida útil da estrutura. No contexto brasileiro, onde a legislação tornou-se mais exigente após tragédias de grande repercussão, a conformidade regulatória e a excelência técnica deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos mínimos de operação.
A injeção de grout de alta qualidade – produzida com equipamentos automatizados e misturadores coloidais confiáveis – é um componente central das estratégias de impermeabilização, consolidação e reforço geotécnico em barragens de rejeitos. Empresas que investem em equipamentos de mistura e bombeamento adequados obtêm maior confiabilidade nas intervenções, melhor rastreabilidade do processo e menor risco de retrabalho ou falha do tratamento.
A AMIX Systems oferece soluções completas para as necessidades de grout em projetos de mineração e barragens. Entre em contato com nossa equipe técnica pelo e-mail sales@amixsystems.com, pelo telefone +1 (604) 746-0555 ou acesse o site amixsystems.com para solicitar uma consulta e descobrir como podemos apoiar o seu próximo projeto.
Fontes e Citações
- Distribuição e características das barragens de rejeitos de mineração no Brasil. Agência Nacional de Mineração, 2019.
https://rsdjournal.org/rsd/article/download/2478/2008 - Mapa da lama: confira se sua casa seria soterrada pelo rompimento de uma barragem de mineração. Repórter Brasil, 2024.
https://reporterbrasil.org.br/mapa-da-lama-confira-se-sua-casa-seria-soterrada-pelo-rompimento-de-uma-barragem-de-mineracao/ - Barragens – Agência Nacional de Mineração – Governo Federal.
https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens - Análise multivariada de ensaios de campo em barragem de rejeitos. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, 2021.
https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/download/4473/3600/14227 - Rompimentos de barragens de rejeitos minerais revelam cenário de insegurança no país. Instituto Humanitas Unisinos, 2019.
https://www.ihu.unisinos.br/categorias/586644-rompimentos-de-barragens-de-rejeitos-minerais-revelam-cenario-de-inseguranca-no-pais - Análise do rompimento de barragens de rejeitos. Universidade Mackenzie / Agência Nacional de Águas, 2021.
https://www.mackenzie.br/fileadmin/ARQUIVOS/Public/1-mackenzie/universidade/laboratorios/labgeo/2021/Artigo_-_An%C3%A1lise_do_rompimento_de_barragens_de_rejeitos.pdf
